Coopertradição inicia exportação de feijão para países da América Latina


03/05/2024


Nos últimos anos, a cultura do feijão tem ganho cada vez mais destaque no mercado agrícola, e a Coopertradição tem acompanhado esse movimento. Em abril deste ano, um marco foi alcançado com a realização da primeira exportação de feijão pela Cooperativa, através do Terminal da Transcontinental, no Porto de Rio Grande.

Nédio Tonus, diretor de operações da Cooperativa, explicou que o sucesso dessa empreitada se deve ao interesse dos produtores pelo plantio do feijão, e em grande parte, à fidelização dos cooperados pelo Programa Prosperar, que permitiu fomentar o plantio e garantir o preço.

“Nos últimos dois ou três anos, a Cooperativa vem se preparando e investindo bastante nesse projeto. Isso é mérito dos nossos cooperados, pois estamos atendendo a uma demanda deles”, comentou Tonus.


Primeira carga de feijão da Cooperativa que saiu para exportação foi no dia 22 de abril, através do Porto de Rio Grande.

Para os cooperados, que não participam do Programa Prosperar, essa exportação representa uma oportunidade para garantir negociações mais rentáveis. Tonus destacou a importância de ficar atento às flutuações do mercado, que podem resultar em variações significativas de preço em poucos dias, devido a fatores como o clima e a demanda.

Expansão

A infraestrutura da Coopertradição tem sido ampliada e atualizada para acompanhar o crescimento do cultivo de feijão. Atualmente, a Cooperativa conta com sete unidades para recebimento do feijão, quatro para secagem e beneficiamento, além de oito secadores preparados especialmente para essa cultura, com fogo indireto.

“A Cooperativa está expandindo e investindo porque reconhece que o feijão é uma cultura que está impulsionando a rentabilidade dos nossos cooperados”, pontuou Tonus.

Além dos esforços internos, a Coopertradição busca constantemente conhecimentos atualizados e oportunidades que beneficiem seus cooperados. Por isso, o diretor de operações participou do Primeiro Fórum do Feijão, promovido pelo Sistema Ocepar e pelo Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (Ibrafe), em Curitiba, no dia 25 de abril.

Durante o evento, discutiram-se estratégias de produção, beneficiamento e comercialização do feijão, visando aproveitar ao máximo as oportunidades no mercado interno e externo.

Exportação

A cultivar exportada pela Cooperativa é a de feijão preto, com um contrato correspondente a 25 mil sacas, totalizando 1,5 mil toneladas. A primeira carga foi enviada em 22 de abril, com destino para países da América Latina. Esse feito foi impulsionado pelo atraso da safra na Argentina, um dos principais exportadores de feijão preto.

“A exportação estava muito focada na Argentina, que praticamente só exporta feijão preto. Mas o mercado argentino atrasou. Então, ele vai polinizar o nosso mercado e o mercado de exportação em breve. Aí que eu vejo que o preço do feijão preto pode baixar”, relatou Tonus.

A variação climática também interferiu de certa forma. Pois com dias muito quentes seguidos de chuvas intensas, houve o surgimento da curto-bactéria, uma doença que afetou intensamente a qualidade do feijão carioca, diminuindo o tamanho do grão e favorecendo o aparecimento de manchas.

A curto-bactéria também atingiu o feijão preto, mas com menor intensidade. Por isso, essa cultivar está se sobressaindo.

“A expectativa do nosso cooperado e de nós mesmos, como compra e venda, era que o valor do feijão preto estaria muito abaixo do que está hoje. E ele só está assim porque a exportação está forte”, explicou Tonus.


Cultivar feijão preto será a exportada pela Coopertradição

Para o cooperado Alberto Busatto, o início da exportação representa uma oportunidade importante para os produtores.

“O início das exportações pela Cooperativa é uma grande oportunidade que vai beneficiar, principalmente, os cooperados”, destacou Busatto.

Altemisto Giovani Vidor, outro cooperado da Coopertradição, compartilha desse sentimento positivo em relação às exportações.

“Eu vejo que foi uma negociação importante e benéfica para todos os produtores, porque no momento que a Cooper exporta, retira do mercado interno e o que vende no mercado interno, tem a oportunidade de ter um preço melhor”, observou Vidor.

O ápice da colheita do feijão está previsto para o mês de maio. Alguns produtores realizam em abril e outros devem colher no início de junho.

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